rimeiro passo: Ter uma atitude de coragem e conversar com a pessoa que você quer ajudar. Quanto antes o fizer, melhor. Lembre-se, a pessoa que está com problemas com o álcool ou outras drogas é portadora de uma doença, chamada alcoolismo e/ou adicção. Trata-se portando de uma DOENÇA, e não de uma deficiência moral.
Você pode ajudar estando pronto para sugerir recursos tais como salas de auto-ajuda, como Alcoólicos Anônimos (AA) e Narcóticos Anônimos (NA). Em alguns casos, a pessoa consegue parar indo às salas, em outros casos, é nescessário que a pessoa se afaste de tudo e de todos, para que possa olhar para si, e ser honesta com ela mesma. Para isso, existe o centro de reabilitação. Aqui na Casa Dia São Paulo fazemos este trabalho. É importante estar ciente de que esta alternativa será viável somente no momento certo. Este momento chegará quando ele estiver realmente desesperado sobre seu uso de drogas, quando ele admitir que não consegue controlar isto e que ele precisa de ajuda, quando ele pedir, apresente a esta pessoa as alternativas.
“Se e quando” ele aceitar o tratamento, fique feliz. A Casa Dia São Paulo pode fazer por ele o que nenhuma mãe, pai, esposa ou filho podem fazer; as pessoas aqui entendem o problema dele porque também tem o mesmo. Não tente fazer parte da luta dele pela sobriedade; deixe acontecer. Não lamente se ele falhar uma, duas vezes ou até mais. Os amigos dele e mentores na Casa Dia e na irmandade de Narcóticos Anônimos saberão como ajudar.
Você pode mostrar uma real preocupação e compaixão por seu filho desligando-se do problema dele. Este é o amor verdadeiro. Tenha muita atenção, uma atitude permissiva, indulgente, até mesmo com o mais amável dos motivos, não ajuda; ela machuca. Por incrível que pareça, o dependente freqüentemente parece saber instintivamente que você não o está ajudando ao aceitá-lo vivendo no uso. Quando afinal ele se vê forçado, por causa de seu próprio sofrimento, a se livrar da doença da adicção à droga, ele agradecerá a você por tê-lo ajudado a achar as forças nescessárias para dar o primeiro passo. Não elimine o dia luminoso em que ele pode novamente construir uma vida com propósito e realização para si próprio, e que ele tão desesperadamente necessita.
Você pode não perceber, mais muitas vezes pode estar sendo um agente facilitador. Leia com diligência, e caso você tenha alguns dos comportamentos a seguir, abandone-os imediatamente.
Comportamentos Facilitadores
do Co-dependente
Abaixo uma pequena lista sobre o que é facilitar. Leia e pergunte-se honestamente se você não está ajudando seu filho ou filha, seu cônjuge ou uma pessoa querida a seguir no caminho do álcool e/ou outras drogas, pelo fato de usar comportamentos facilitadores.
| 1 – Negar |
| "Ele(a) não é dependente químico". Ou então: "É coisa da juventude. Mais cedo ou mais tarde isto passa". Pensamentos como este, o levam a esperar que o alcoólatra ou adicto seja racional, controle sua bebida ou uso de drogas. Você não tem culpa, nem poder sobre o comportamento dele, pois você não foi o responsável nem o indutor deste comportamento. |
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| 2 – Justificar |
| Buscar a racionalização (ou seja, uma explicação que pareça lógica) para a bebida ou o uso das drogas, concordando com as racionalizações do dependente químico; "O trabalho exerce muita pressão sobre ele" ou então "desde que o Pai morreu, tudo ficou tão difícil". |
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| 3 – Guardar |
| Esconder seus sentimentos dentro de você. |
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| 4 - Evitar Problemas |
| Procura manter a paz (sempre colocando “panos quentes”), acreditando que a falta de conflito faz um casamento ou relacionamento com os filhos bom. Proteger excessivamente, não permitindo que tenham que se defrontar com a consequência de seu comportamento. |
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| 5 – Minimizar |
| Reduzir o impacto das ações e comportamentos do adicto: "Não é tão mau assim." "As coisas vão melhorar quando..." |
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| 6 – Proteger |
| Evitar que se exponha a imagem do dependente químico, proteger o dependente químico da dor e proteger a si mesmo(a) da dor. Esconder o fato de todos, até de quem já sabe do problema. |
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7 – Tranquilizar |
| Reduzir os próprios sentimentos, para evitar problemas. Passa a usar como escape tranquilizantes, comida e trabalho. |
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| 8 – Culpa |
| Sentir-se culpado ou induzir o dependente químico à culpa criticando, fazendo sermões. |
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| 9 - Assumir Responsabilidades |
| Fazer tarefas que cabem ao dependente químico. |
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| 10 - Sentir-se Superior |
| Tratar o dependente químico como criança, como inconseqüente. |
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| 11 – Controlar |
| Fazer esforços para que o dependente não tenha contato com a droga e com más companhias, sem usar métodos educacionais mas sim iludindo-se (ou iludindo a ele) "Que tal não irmos à tal festa?" ou então: "vamos fazer uma viagem de férias para a fazenda?" |
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| 12 – Aguentar |
| Acreditar que deve aguentar: "Isso também vai passar." |
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| 13 – Esperar |
| Adiar a busca de solução "Deus vai cuidar disso." |

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